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COMPETÊNCIAS DO ENGENHEIRO ZOOTÉCNICO
Perspectiva histórica
A Licenciatura em Engenharia Zootécnica resultou dos cursos de bacharelato e de Licenciatura em Produção Animal ministrados nas Universidades dos Açores, de Évora e de Trás-os-Montes e Alto Douro. Na realidade, em 1975 foi criado um grupo de trabalho de cooperação entre os Ministérios da Educação e da Agricultura, que analisou os problemas relacionados com o ensino agrário em Portugal, em particular, no domínio da Ciência Animal. Como consequência foram apresentadas no Ministério da Educação propostas de criação ao nível de Bacharelato e de Licenciatura, a serem leccionados nos Institutos Politécnicos e Universitários, de acordo com a doutrina em vigor à data. Mais recentemente, foram criados novos cursos em diferentes Institutos Politécnicos, bem como pelo Instituto Superior de Agronomia da Universidade Técnica de Lisboa, que irá lançar os seus primeiros licenciados em breve. Na actualidade, os Licenciados em cursos acreditados em Engenharia Zootécnica do Ensino Superior Universitário e Politécnico podem estar inscritos no Colégio de Engenharia Agronómica da Ordem dos Engenheiros, a qual constitui a Associação Pública dos profissionais de Engenharia que tem competências para regular o exercício da profissão de Engenheiro em Portugal. Com efeito, a Ordem dos Engenheiros tem como objectivo prioritário contribuir para o progresso da engenharia, estimulando o esforço dos seus membros nos domínios científico, profissional e social, bem como zelar pelo cumprimento das regras de ética e da deontologia profissional. De igual modo, os referidos licenciados podem inscrever-se na Associação Portuguesa dos Engenheiros Zootécnicos (APEZ), um estrutura que defende os seus interesses, quer do ponto de vista profissional, quer científico. Competências de Engenharia
Os Licenciados em Engenharia Zootécnica devem cumprir os requisitos básicos exigidos para a profissão de Engenheiro, na qual o conhecimento da matemática, da física e das outras ciências naturais é aplicado criteriosamente de acordo com métodos e técnicas para desenvolver modos, processos e tecnologias que permitem utilizar de forma eficiente, racional, segura, económica e sustentável os diferentes recursos humanos, naturais, materiais e fontes de energia, tendo como objectivo a obtenção e a manutenção de produtos a responder a necessidades humanas. Nesta perspectiva, a Ordem dos Engenheiros considera como Acto de Engenharia toda a actividade relevante decorrente do exercício da profissão de Engenharia, que apenas deve ser realizada por Engenheiros por, para o efeito, serem os únicos profissionais com qualificação profissional adequada. De igual modo, considera que os profissionais de Engenharia, ao praticarem Actos de Engenharia, intervêm na realização ou manutenção de obras ou sistemas de engenharia. A exemplo de todos os profissionais de Engenharia, a formação em Engenharia Zootécnica deve assegurar diversas capacidades, entre as mais relevantes se deve considerar conceber, planear, projectar, executar, controlar, operar, gerir, manter, comunicar, inovar, experimentar, ensinar, fiscalizar, auditar. Todas as capacidades referidas são necessárias ao exercício da profissão, associadas a uma conduta ética e deontologicamente correcta. Enquadramento do exercício profissional
Embora a Engenharia, inclua uma grande diversidade de assuntos requerendo conhecimentos específicos, em termos globais, o Engenheiro deve ter competências profissionais que permitam assegurar requisitos como: Elaborar, rever, coordenar, executar projectos; Propor soluções técnica e economicamente viáveis; Decidir com espírito crítico; Gerir e controlar processos. De igual modo, devem-se assegurar determinadas competências, designadamente no âmbito da concepção e Revisão de projectos; da Consultoria, assistência técnica e assessoria; do Ensino, investigação, experimentação e divulgação técnica em matérias relacionadas com Engenharia; da Normalização, medida e controlo; Vistoria, peritagem, mediação, avaliação, auditoria; entre outros. Em termos específicos, para cada domínio da Engenharia consideram-se domínios de intervenção nas diferentes especialidades. No caso dos Engenheiros Zootécnicos, o domínio da sua intervenção deve centrar-se na produção e transformação dos produtos animais e na conservação e gestão dos recursos e ecossistemas naturais, devendo salvaguardar questões relacionadas com a segurança alimentar e a protecção activa do ambiente, do património, da paisagem rural, do bem-estar animal e da biodiversidade. Os requisitos básicos nas áreas da Biologia, Química e Física exigidos para a prática da Engenharia Zootécnica podem ser aplicados em diferentes domínios da actividade agrária, designadamente: - Agricultura e produção animal; - Melhoramento genético animal; - Nutrição e Alimentação animal; - Tecnologia e controlo dos produtos de origem animal, apreciação e classificação de carcaças; - Segurança alimentar; - Exploração e conservação dos produtos animais e das raças autóctones; - Infra-estruturas e construções rurais; - Reprodução e bem-estar animal. O Engenheiro Zootécnico poderá, igualmente, intervir em diferentes domínios como no ordenamento do espaço rural, no planeamento, gestão e conservação dos recursos e ecossistemas naturais, no desenvolvimento sustentável, no planeamento e gestão de recursos naturais, na avaliação da propriedade rural, na normalização, monitorização, avaliação e controlo de processos produtivos, na certificação de modos de produção e de produtos agro-pecuários, na formação e qualificação de recursos humanos, bem como nos sistemas de informação e comunicação relacionados com o mundo rural.
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